Membro da APoAVa conclui Doutoramento com estudo em acessos vasculares

O estudo de investigação realizado pela Professora Doutora Luciene Muniz Braga, no âmbito do Doutoramento no ramo Enfermagem da Universidade de Lisboa, vem revelar que as práticas de enfermagem no processo de punção de vasos e administração de terapêutica endovenosa são influenciadas por fatores como “ambiente dos cuidados, a sobrecarga de trabalho, a ausência de um cateter em alternativa ao cateter venoso periférico e a indicação deste a todos os doentes”.

O estudo intitulado “Práticas de enfermagem e a segurança do doente no processo de punção de vasos e na administração da terapêutica endovenosa” foi defendido no passado dia 16 de novembro de 2017.

No decurso do estudo realizado numa unidade de medicina de um hospital da região centro de Portugal, foram verificadas situações de “desvio em relação às boas-práticas como, por exemplo, a seleção do adesivo branco não estéril para fixar o cateter venoso periférico no local da inserção, a utilização deste adesivo como penso secundário, a inserção do cateter venoso periférico no membro inferior, ou a administração de medicamentos com características irritantes e/ou vesicantes, com pH inferior 5 ou superior 9, através do cateter venoso periférico”.

 

No estudo de coorte que desenvolveu, a Professora da Universidade Federal de Viçosa identificou com maior incidência, por 1000 CVPs/dia, complicações como obstrução (72,7%), infiltração (59,7%), remoção acidental (65,5%), flebite (43,2%), saída de fluído pelo local de inserção (20,9%) e dor (11,5%).

 

 

Cateter Venoso Central de Inserção Periférica (PICC)

Segundo a investigadora, “estes resultados indicavam a necessidade de melhorar as práticas de enfermagem através da implementação no serviço de novas tecnologias em saúde, como o cateter venoso central de inserção periférica”. Esta realidade culminou na realização de uma “intervenção educativa com os enfermeiros do serviço para a utilização do PICC”, tendo-se verificado “benefícios para os doentes e para os enfermeiros, nomeadamente na administração da terapêutica endovenosa de forma rápida e segura, na redução do número de punções venosas, de dor, de ansiedade e stress associados, assim como de complicações locais”.

Consulte as conclusões do estudo de investigação da Professora Doutora Luciene Muniz Braga na nossa biblioteca reservada para membros.